Léo Tavejnhansky, editor de Arte do jornal O Globo do Rio de Janeiro, relata como foi a experiência de ter participado como jurado do concurso The Best of Newspaper Design em 2007. Léo ajudou a escolher os melhores trabalhos da 28ª edição, realizada em fevereiro de 2007, na Universidade de Syracuse.
Como é feita a distribuição dos jurados (quantos, quais os idiomas falados, de quais países é a maioria, as fases, o esquema dos copos) para avaliar mais de 13 mil inscrições em poucos dias? O julgamento dos prêmios da SND é um trabalho que leva o ano inteiro. Sempre tem alguém ou um grupo envolvido com o assunto: preparando o regulamento; organizando a chegada dos trabalhos; fotografando os jurados; publicando notícias e resultados na internet; passando a ferro as páginas (sim, todas as páginas vencedoras são passadas a ferro para serem fotografadas!); diagramando e revisando os textos... E quando finalmente o anuário é publicado, começa tudo de novo.
O Salão principal com as páginas para julgamentoSão 19 categorias, e a mais cobiçada é a primeira: a escolha do jornal mais bem desenhado do mundo. "The Best of Newspaper Design" Esse prêmio é definido uma semana antes dos demais, mas o resultado só é divulgado no fim da apuração. Para as categorias de números 2 a 18, são 27 jurados distribuídos em cinco equipes de cinco, com dois juízes flutuantes, que intervêm quando um dos colegas está impedido de votar.
Os grupos estão assim distribuídos: 1. "News", o noticiário do primeiro caderno; 2. "Features", os suplementos e seções de variedades; 3. "Fotografia"; 4. "Infografia" (grupo do qual fiz parte); e 5. "Long term", o grupo que julga os trabalhos grandes, como edições inteiras ou vários suplementos. Este último tem um trabalho demorado, pois precisa folhear todas as páginas de uma ou várias edições. Além dos 27 jurados, há um grupo de facilitadores. São os organizadores de tudo.
Eles separam os trabalhos por categoria e dispõem sobre mesas intermináveis (trezentas no total) todas as páginas, jornais completos e seus suplementos. Os facilitadores não opinam em nenhum momento sobre o julgamento.

O voto é secreto. Em frente a cada página há dois copos descartáveis - um azul e um vermelho - que ficam de cabeça para baixo e tem uma abertura por onde são depositadas as fichas de votação. Cada juiz tem uma ficha de cor diferente. Os juízes conversam muito pouco entre si, apenas para tirar uma ou outra dúvida. Quando um juiz depara com o seu jornal ou jornal concorrente (normalmente da mesma cidade), deposita na mesa um copo amarelo, assinalando que um juiz flutuante deverá votar no seu lugar.
Todos os jornais que não são de língua inglesa precisam anexar à página um resumo em inglês. Quando um jurado acha o resumo insuficiente, ele apela para um tradutor. Com poucas exceções, todos os jurados entendem inglês, e o maior número de inscrições é de jornais de língua inglesa. Em alguns casos, os próprios jurados fazem a tradução para os colegas.
O "capitão" dos facilitadores comanda a organização de tudo. No momento da apuração ele "abre" os copos e faz a contagem das fichas em voz alta, sob o olhar atento dos jurados. De três a cinco fichas no copo azul é prêmio garantido. Se der 3 a 2 o trabalho recebe imediatamente o "Award of Excelence". Se houver mais de 3 fichas, os trabalhos seguem para discussão de medalha: quatro votos garantem indicação para medalha de prata e cinco votos para medalha de ouro. Na rodada das medalhas a votação é aberta, cabendo aos juizes defender seu voto. O trabalho só recebe medalha se a votação for unânime, caso contrário permanece com o prêmio de excelência. Os trabalhos premiados com medalha de ouro podem receber ainda o reconhecimento especial do júri a chamda "Judges' Special Recognition", para isso também é necessário unanimidade de votos.
No final, todas as equipes de jurados se juntam para analisar os trabalhos que receberam medalha de ouro e é colocado, em votação secreta, o prêmio de melhor da mostra: "The Best of Show". O prêmio só é concedido se houver unanimidade dos 27 juízes, o que não aconteceu com os trabalhos de 2006, neste ano.
Como a Universidade de Syracuse colabora com a SND, o apoio, as instalações?A Universidade de Syracuse (Sirkius, na pronúncia local), através da sua escola de comunicação, é co-patrocinadora do evento há 18 anos, sob a direção do professor Marshall Matlock. O processo de votação acontece integralmente nas instalações da universidade: desde a chegada dos trabalhos, que passam por minuciosa conferência, até a separação por categorias e a distribuição nas mesas para julgamento. Voluntários da SND colaboram em todas as etapas. A votação se dá na sede campestre da Universidade, que fica há uns 10 km do campus.
Uma das solicitações da universidade é que seus estudantes (de 10 a 15) participem como observadores do evento. No início do dia, o prof. Matlock dá uma orientação geral e divide os alunos de acordo com o interesse de cada um. Durante o processo de votação eles apenas observam e não podem falar com os juizes. Nos intervalos - no almoço e no jantar - os estudantes se misturam aos jurados, discutem questões de design e mostram seus portfólios.
O maior número de inscrições é de que categoria?A SND divulga o número total de inscrições sem especificar as categorias. Este ano concorreram 13.862 trabalhos de 394 jornais de 46 países.
O que elimina um trabalho?Todos os trabalhos merecem o máximo de atenção e cada juiz tem seus próprios critérios. Como a cada ano os juízes são diferentes, os critérios também variam. Quando alguma categoria tem um número muito grande de trabalhos -- o que exige mais de uma rodada de votação --, é feita uma votação preliminar, onde basta um voto para incluir a página na rodada definitiva. Nesta etapa, a página só é eliminada se não interessar a nenhum dos cinco juízes. Assim dá para dizer que nenhuma página é eliminada de imediato.
Dá pra dizer que países concorrem melhor em que categorias?Em número total de prêmios, os Estados Unidos estão disparados na frente. Dos 215 jornais, de 35 países que foram classificados este ano, os mais premiados foram: Estados Unidos com 1.012 prêmios; Canadá com 157 ficou em segundo lugar; México e Espanha empataram em terceiro com 103 prêmios cada; Inglaterra ficou com 52; Argentina com 40; Portugal com 39; El Salvador e Suécia empataram com 35 cada; Alemanha levou 27; Dinamarca, 25, Brasil 22 e Turquia 20 prêmios.
Este ano o que te mais te surpreendeu nos trabalhos?Houve um trabalho de infografia do The New York Times que surpreendeu pela sua simplicidade e por ter sido publicado na primeira página do jornal. Para mostrar o tamanho de um micróbio, a infografista Amanda Cox ampliou para duas colunas o ponto final do texto e publicou a quarta parte deste ponto na largura de uma coluna, colocando no seu interior um ponto branco minúsculo para indicar o tamanho do micróbio.
O tempo não permitiu acompanhar as outras áreas, assim vou ser surpreendido, como todo mundo, quando sair o catálogo com os premiados, em outubro, ou, antes disso, quando o site da SND (www.snd.org) publicar a reprodução das páginas. Avisaremos através do site quando as páginas estiverem disponíveis.
O que decepcionou no concurso?Achei tudo perfeito: da qualidade dos trabalhos até a organização impecável do evento.
O que é preciso para conquistar o The Best ou uma medalha de ouro?Para o "The Best of Newspaper Design", além do design perfeito, a consistência no tempo é a primeira coisa a ser analisada. São avaliados títulos e textos; a maneira como o jornal conta as histórias; o uso perfeito dos elementos visuais: tipografia, fotografia, ilustração e infografia.
Para esta categoria (que é obrigatória e gratuita) os concorrentes devem enviar cinco edições completas do jornal. Duas datas são estabelecidas no regulamento, as demais são escolhidas pelos remetentes, em dias diferentes da semana.
Para a medalha de ouro, o importante é a criatividade. O trabalho precisa ser perfeito em termos de design, tipografia, fotografia, ilustração e infografia. É o trabalho em que não se nota nenhum defeito. Poucas medalhas de ouro são concedidas em cada concurso. Este ano foram oito, depois de nenhuma medalha no ano passado. Em 2005 foram 6; em 2004, 12; em 2003, 11.
A qualidade de impressão é importante para classificar ou desclassificar?A boa impressão é fundamental, e aí posso até responder melhor a pergunta acima sobre a desclassificação. Se tem um ponto que pode desclassificar um trabalho de cara, este é, sem dúvida, uma impressão mal feita. Na infografia, todos os trabalhos que analisei estavam bem impressos.
A América do Sul está bem representada ou precisa ter mais presença no concurso?A Argentina com 40, e o Brasil com 22 prêmios figuraram entre os mais países premiados do concurso. Foi um aumento de quase 100% em relação ao ano passado, quando Argentina ficou com 22 e Brasil com 12. Também receberam prêmios este ano o Equador (3), o Peru (3) e a Colômbia (1). Mas precisamos melhorar. A América Central, para comparar, obteve 139 prêmios, puxado pelo México (103). O jornal Excelsior, da capital mexicana, recebeu medalha de ouro pelo seu novo projeto gráfico e somou 72 prêmios, ficando em 3o. lugar na contagem total.
Que tendência se verifica no desenho geral das publicações e a influência das web pages nos designs é grande?Como disse, não é possível acompanhar todas as categorias, pois a quantidade de trabalhos obriga você a ficar concentrado na sua área. Assim, só quando tudo for publicado no site da SND é que se terá uma visão geral das tendências do design dos últimos anos.
CONHEÇA OS VENCEDORES DA COMPETIÇÃO EM:
http://www.snd.org/snd28/worldsbest/World

A história da Moda publicada em dias diferentes formou um encarte gigante
Jurado revela los bastidores de la competencia de la SND

Léo Tavejnhansky, editor de Arte del periódico O Globo de Río de Janeiro, relata como fue la experiencia de haber participado como jurado del concurso The Best of Newspaper Design. Léo ayudó a escoger los mejores trabajos de la 28ª edición, realizada en febrero de 2007, en la Universidad de Syracuse.
¿Cómo se realiza la distribución de los jurados (cuántos, cuáles son los idiomas hablados, de qué países son la mayoría, las fases, el esquema de los vasos) para evaluar más de 13 mil inscripciones en pocos días?
La competencia de los premios de la SND es un trabajo que lleva un año entero. Siempre tiene a alguien o a un grupo involucrado en el asunto: preparando el reglamento; organizando la llegada de los trabajos; fotografiando a los jurados; publicando noticias y resultados en internet; planchando las páginas (sí, todas las páginas vencedoras son planchadas para ser fotografiadas!); diagramando y revisando los textos... Y cuando finalmente el anuario es publicado, comienza todo de nuevo.
Son 19 categorías, y la más codiciada es la primera: la elección del diario mejor diseñado del mundo. "The Best of Newspaper Design" Este premio es definido una semana antes que los demás, aunque su resultado sólo sea divulgado al final del escrutinio. Para las categorías de números 2 a 18, son 27 jurados distribuidos en cinco equipos de cinco, con dos jueces fluctuantes, que intervienen cuando uno de los dos colegas está impedido de votar.
Los grupos son distribuidos así: 1. "News", las noticias del primer cuerpo; 2. "Features", los suplementos y secciones de variedades; 3. "Fotografía"; 4. "Infografía" (grupo al cual formé parte); y 5. "Long term", el grupo que evalúa los trabajos grandes, como ediciones enteras o varios suplementos. Este último tiene un trabajo extenso, pues necesita hojear todas las páginas de una o de varias ediciones.
Aparte de los 27 jueces, hay un grupo de facilitadores. Son los organizadores de todo. Ellos separan los trabajos por categoría y disponen sobre mesas interminables (trescientas en total) todas las páginas, los periódicos completos y sus suplementos. Los facilitadores no opinan en ningún momento sobre el juicio.
El voto es secreto. Al frente de cada página hay dos vasos desechables – uno azul y uno rojo – que permanecen boca abajo y tienen una abertura por donde son depositadas las fichas de votación. Cada juez tiene una ficha de color diferente. Los jueces conversan muy poco entre ellos, apenas para aclarar alguna u otra duda. Cuando un juez se encuentra con su periódico o con un periódico de la competencia (normalmente de la misma ciudad), deposita en la mesa un vaso amarillo, señalando que un juez fluctuante debe votar por él.
Todos los diarios que no son de lengua inglesa necesitan anexar a la página un resumen en inglés. Cuando un jurado considera el resumen insuficiente, apela por un traductor. Salvo escasas excepciones, todos los jurados entienden inglés, y el mayor número de inscripciones es de periódicos de lengua inglesa. En algunos casos, los mismos jurados hacen la traducción para sus colegas.
El capitán de los facilitadores comanda la organización de todo. En el momento del escrutinio abre los vasos y cuenta las fichas en voz alta, bajo la mirada atenta de los jurados. De tres a cinco fichas en el vaso azul el premio está garantizado. De tener dos o tres, el trabajo recibe inmediatamente el "Award of Excelence". Si hubiese más de 3 fichas, los trabajos continúan compitiendo por las medallas: con cuatro votos participan por la medalla de plata y con cinco por la medalla de oro. En la vuelta de las medallas, la votación es abierta, competiéndole a los jueces defender su voto. El trabajo sólo recibe medalla si la votación fue unánime, en caso contrario permanece con el premio de excelencia. Los trabajos premiados con medalla de oro pueden recibir incluso un reconocimiento especial del jurado que se llama "Judges' Special Recognition", el cual también amerita unanimidad de votos.
Al final, todos los equipos de jurados se juntan para analizar los trabajos que recibirán medalla de oro y es escogido, por votación secreta, el que recibirá el reconocimiento como mejor de la muestra: "The Best of Show". El premio sólo es concedido si hubiese unanimidad de los 27 jueces, lo que no sucedió este año con los trabajos de 2006.
¿Cómo colabora la Universidad de Syracuse con la SND, en cuanto al apoyo y a las instalaciones?
La Universidad de Syracuse (Sirkius, en la pronunciación local), a través de su escuela de comunicación, es co-patrocinadora del evento desde hace 18 años, bajo la dirección del profesor Marshall Matlock. El proceso de votación se realiza en su totalidad en las instalaciones: desde la llegada de los trabajos, que pasan por una minuciosa conferencia, hasta la separación por categorías y la distribución en las mesas para la votación. Voluntarios de la SND colaboran en todas las etapas. La votación se da en la sede campestre de la Universidad, que queda a unos 10 km del campus.
Una de las exigencias de la universidad es que sus estudiantes (de 10 a 15) participen como observadores del evento. Al inicio del día, el prof. Matlock da una orientación general y divide a los alumnos de acuerdo con los intereses de cada uno. Durante el proceso de votación ellos apenas observan y no pueden hablar con los jueces. En los intervalos – en el almuerzo y en la cena - los estudiantes se mezclan con los jurados, discuten cuestiones de diseño y muestran sus portafolios.
¿A qué categoría pertenece el mayor número de inscripciones?
La SND divulga el número total de inscripciones sin especificar las categorías. Este año compitieron 13.862 trabajos de 394 periódicos de 46 países.
¿Qué elimina un trabajo?
Todos los trabajos merecen el máximo de atención y cada juez tiene sus propios criterios. Como en cada año los jueces son diferentes, los criterios también varían. Cuando alguna categoría tiene un número muy grande de trabajos -- lo que exige más de una vuelta de votación --, se realiza una votación preliminar, en la cual basta un voto para incluir la página en la vuelta definitiva. En esta etapa, la página sólo es eliminada si no le llega a interesar a ninguno de los cinco jueces. Por eso se podría decir que ninguna página es descalificada inmediatamente.
¿Podría indicar qué países concursan mejor en cuáles categorías?
En el número total de premios, Estados Unidos lleva la delantera. De los 215 diarios, de 35 países que fueron clasificados este año, los más premiados fueron: Estados Unidos con 1.012 premios; Canadá con 157 quedó en segundo lugar; México y España empataron en el tercero con 103 premios cada uno; Inglaterra quedó con 52; Argentina con 40; Portugal con 39; El Salvador y Suecia empataron con 35 cada uno; Alemania llevó 27; Dinamarca, 25, Brasil 22 y Turquía 20 premios.
¿Qué es lo que más le sorprendió en los trabajos de este año?
Hubo un trabajo de infografía de The New York Times que sorprendió por su simplicidad y por haber sido publicado en la primera página deldiario. Para mostrar el tamaño de un microbio, la infografista Amanda Cox amplió a dos columnas el punto final del texto y publicó una cuarta parte de este punto a lo ancho de una columna, colocando en su interior un punto blanco minúsculo para indicar el tamaño del microbio.
El tiempo no me permitió estar en las demás áreas, así que también me sorprenderé, como todo el mundo, cuando salga el catálogo con los premiados en octubre, o antes de eso, cuando el site de la SND (www.snd.org) publique las reproducciones de las páginas. Avisaremos a través del site cuando las páginas estén disponibles.
¿Le decepcionó algo del concurso?
Me pareció todo perfecto: desde la calidad de los trabajos hasta la organización impecable del evento.
¿Qué se necesita para conquistar el "The Best" o una medalla de oro?
Para el "The Best of Newspaper Design", ademñas de un diseño perfecto, la perseverancia en el tiempo es una de las primeras cosas a ser analizadas. Son evaluados títulos y textos; la manera como el diario cuenta las historias; la utilización perfecta de los elementos visuales: tipografía, fotografía, ilustración e infografía.
Para esta categoría (que es obligatoria y gratuita) los concursantes deben enviar cinco ediciones completas del diario. Dos fechas son establecidas en el reglamento, las demás son escogidas por los remitentes, en días diferentes de la semana.
Para la medalla de oro, lo importante es la creatividad. El trabajo necesita ser perfecto en términos de diseño, tipografía, fotografía, ilustración e infografia. Es el trabajo en el que no se nota ningún defecto. Pocas medallas de oro son concedidas en cada concurso. Este año fueron ocho, después de ninguna medalla el año pasado. En 2005 fueron 6; en 2004, 12; en 2003, 11.
¿La calidad de impresión es importante para calificar o descalificar?
La buena impresión es fundamental, y ahí puedo incluso responder mejor la pregunta de arriba sobre la desclasificación. Si hay un punto que puede desclasificar un trabajo de entrada, este es, sin duda, una impresión mal hecha. En infografía, todos los trabajos que analicé estaban bien impresos.
¿América del Sur está bien representada o necesita tener más presencia en el concurso?
Argentina con 40 y Brasil con 22 premios figuraron entre los países más premiados del concurso. Fue un aumento de casi 100% en relación con el año pasado, cuando Argentina quedó con 22 y Brasil con 12. También recibieron premios este año Ecuador (3), Perú (3) y Colombia (1). Pero necesitamos mejorar. América Central, para comparar, obtuvo 139 premios, impulsado por México (103). El diario Excelsior, de la capital mexicana, recibió medalla de oro por su nuevo proyecto gráfico y alcanzó 72 premios, quedando en 3er lugar en el recuento.
¿Qué tendencia se verifica en el diseño general de las publicaciones, y la influencia de las páginas web en los diseños es grande?
Como dije, no es posible presenciar todas las categorías, pues la cantidad de trabajo lo obliga a uno a permanecer concentrado en el área que le toca. Así que, sólo cuando todo sea publicado en el site de la SND es que se tendrá una idea general de las tendencias del diseño de los últimos años.